Arte-educação

Jogos, improvisação, corpo, voz, histórias, imagens, música, artesanato e criação coletiva como instrumentos de investigação e aprendizagem.

Identidade, racismo, inclusão, memória, território, ancestralidade, meio ambiente e relações comunitárias atravessam cada processo, que tem como referências o Teatro do Oprimido de Augusto Boal e os jogos teatrais de Viola Spolin.

Vozes de Gesteira: Teatro e Identidade Quilombola

Quilombo de Gesteira · Barra Longa/MG · 2025 · Arte-educadora, produção executiva e equipe de criação

O teatro como caminho para o fortalecimento da memória, da identidade e do processo de aquilombamento da comunidade.

Vozes de Gesteira: Teatro e Identidade Quilombola foi um projeto desenvolvido junto à comunidade do Quilombo de Gesteira, em Barra Longa/MG, tendo o teatro como caminho para o fortalecimento da memória, da identidade e do processo de aquilombamento da comunidade.

O projeto foi estruturado como um processo pedagógico e artístico, no qual jovens e adultos da comunidade participaram da construção de um espetáculo a partir de suas próprias histórias.

A proposta foi organizada em três módulos (interpretação, dramaturgia e montagem), utilizando como referência o Teatro do Oprimido. Os jogos e improvisações partiam do território, das memórias e das experiências dos participantes.

Na etapa de dramaturgia, os participantes foram convidados a compartilhar os relatos sobre a história de Gesteira, suas violências e resistências, relações comunitárias, festas, brincadeiras e tradições. Essas narrativas tornaram-se matéria para improvisações e para a construção coletiva da dramaturgia.

A montagem também buscou distribuir entre os participantes diferentes funções do fazer teatral, envolvendo atuação, dramaturgia, assistência de direção, figurino, cenografia e outras áreas da criação.

Como arte-educadora, participei desse processo ao lado de Simone Silva, Filipe Mascaro e Pedro Petindá, compondo a equipe responsável pelas oficinas e pela criação teatral.

A experiência articulou teatro, educação popular, memória, oralidade, identidade quilombola e território, colocando a comunidade no centro do processo de criação.

Parangolé: Arte e Mobilização

Mariana e Barra Longa/MG · 2021-2023 · Arte-educadora e diretora de criação teatral

Processos em escolas de territórios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, com o teatro como ferramenta de expressão, reflexão e participação.

Minha atuação como arte-educadora pela Parangolé Arte e Mobilização envolveu processos desenvolvidos em escolas de territórios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, utilizando o teatro e outras linguagens artísticas como ferramentas de expressão, reflexão e participação.

Escola Municipal Bento Rodrigues · Mariana/MG

Atuação como arte-educadora em processos de criação de espetáculos para a finalização do ano letivo. No primeiro ano, o processo teve como temática o racismo. No segundo, o trabalho foi desenvolvido a partir da temática do bullying.

Escola Municipal Claudionor Lopes · Barra Longa/MG

Processo de arte-educação voltado à inclusão social, utilizando práticas teatrais e atividades coletivas como ferramentas de participação e convivência.

Escola Estadual Padre Epifânio · Barra Longa/MG

Processo de arte-educação que trabalhou as temáticas do racismo e da história de Barra Longa, culminando na criação de uma intervenção teatral para o desfile de 7 de Setembro de 2023.

A proposta partiu da possibilidade de transgredir o formato tradicional do desfile, inserindo na celebração elementos relacionados à memória, à identidade e à história da comunidade.

Atuei como arte-educadora e diretora da criação teatral. O processo posteriormente se tornou uma das bases para o desenvolvimento do meu Trabalho de Conclusão de Curso em Artes Cênicas, Teatro e Comunidade: uma experiência de transformação na cidade de Barra Longa/MG.

Metodologias

Os processos desenvolvidos pela Parangolé articulavam diferentes ferramentas de educação e criação artística, tendo como referências o Teatro do Oprimido em suas diversas formas e os jogos teatrais de Viola Spolin.

Também foram desenvolvidas práticas de artesanato relacionadas às temáticas trabalhadas, como a criação de cadernos artesanais a partir da memória, aproximando o fazer manual da elaboração das experiências vividas pelos participantes.

Oficinas com a Guaicuy

Antônio Pereira · Ouro Preto/MG · 2026 · Oficinas e criação teatral com crianças

Criação teatral com crianças de Antônio Pereira sobre memória, território e os impactos da mineração na comunidade.

Atuação em oficinas e processo de criação teatral com crianças de Antônio Pereira, em serviço prestado à Guaicuy, trabalhando memória, território e os impactos da mineração sobre a comunidade.

A peça foi construída a partir de elementos relacionados à memória de Antônio Pereira, refletindo sobre as transformações vividas pelo território e sobre como a atividade mineradora interfere na preservação dessas histórias.

Um dos principais temas trabalhados foi a relação da comunidade com a barragem que atingiu diretamente o território, provocando desapropriações de casas e produzindo impactos que ultrapassam a dimensão material. A presença constante e visível da barragem também atravessa o imaginário e o psicológico dos moradores, mantendo no cotidiano uma sensação de ameaça e insegurança.

O processo utilizou Teatro Imagem e improvisação como principais ferramentas metodológicas, possibilitando que as crianças elaborassem questões relacionadas à memória, ao território e às transformações provocadas pela mineração por meio do corpo e da criação teatral.

Oficinas em escolas: Festival de Santa Luzia

Santa Luzia/MG · 2026 · Arte-educadora

Oficinas de arte-educação em escolas utilizando o Teatro do Oprimido para refletir sobre poder e opressão social.

Realização de oficinas de arte-educação em escolas durante o Festival de Santa Luzia, utilizando o Teatro do Oprimido como ferramenta de reflexão a respeito do poder e da opressão social.

Oficina: Teatro do Oprimido e Brecht

Fórum Brecht · Paraty/RJ · 2025 · Oficineira

Diálogo entre o Teatro do Oprimido, de Augusto Boal, e o pensamento e a prática teatral de Bertolt Brecht.

Oficina de diálogo entre o Teatro do Oprimido, de Augusto Boal, e o pensamento e a prática teatral de Bertolt Brecht, realizada durante o Fórum Brecht de 2025, em Paraty.

Oficinas: Festival da Terra

Festival da Terra · Arte-educadora

Oficinas que aproximam práticas teatrais, educação e temas ligados à terra, ao território e à agroecologia.

Participação como arte-educadora em oficinas realizadas durante o Festival da Terra, aproximando práticas teatrais, educação e temas relacionados à terra, ao território e à agroecologia.

Oficinas de brincadeiras tradicionais

Circuito de Feiras Roots · Oficineira

Oficinas de brincadeiras tradicionais no Circuito de Feiras Roots.